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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Os tomateiros

Meu pequeno projeto de horta em apartamento está rendendo frutos. E que frutos, olhe só minha futura colheita de tomates.A verdade é uma só, tudo o que você plantar, irá colher. Sem dúvida alguma!






Tesouros de Minas



Tem certas coisas que você não encontra em todo e qualquer lugar. São especiarias e temperos, ingredientes e outras delicias que são específicas de cada região. Umbú no nordeste, cupuaçú no norte, pimenta bode em Minas. Minas é uma campeã. Em que outro lugar você encontra uma farinha bijú como esta.


Nesta minha viagem a Minas, trouxe na bagagem alguns tesouros.

Farinha de mandioca bijú e polvilho caipira de Monte Alegre de Minas, na saida de Uberlândia em direção a Uberaba, chova ou faça sol, domingo ou feriado, você encontra uma kombi branca no acostamento. Já sou freguesa deles a 3 anos e só passo por lá duas ou três vezes ao ano. Se passar por lá, não tenha dúvidas, pare e experimente a melhor farinha de mandioca bijú que você já provou. Um saco enorme por 10 reais, vale realmente a pena. Além do polvilho alvo e soltinho, que dá cada pão de queijo.


Outro tesouro que trouxe de Minas foram as pimentas, principalmente as bode, vermelhas e amarelas. O pessoal desta região em que moro, não tem uma tradição em pimentas. Fiquei decepcionada ao ir a feira livre e não encontrar uma pimenta sequer. Não tive dúvidas, fã de pimentas como sou, trouxe pimentas em conserva de Uberaba e algumas in natura que fiz conserva assim que cheguei de viagem. Fiz inclusive uma conserva de pimenta em molho de pequi que passo a receita a seguir.


Conserva de pimenta bode em molho de pequi



1 kg de pimentas de sua preferência, lavadas e escorridas.
1 colher (sopa) de tempero pronto
1 kg de pequi fresco ou duas colheres (sopa) massa de pequi
1 garrafa ou vidro com tampa de rosca esterilizado
1 xícara (chá) de vinagre de maçã ou suco de limão

Modo de preparo:

1- Coloque os pequis para cozinhar, assim que levantar fervura, conte 10 minutos e desligue o fogo. Retire os pequis e reserve para outras receitas.

2- Pegue a água do cozimento e leve ao fogo novamente. Deixe reduzir pela metade, junte vinagre de maçã ou suco de limão, mais ou menos 1 xícara de chá, o tempero pronto e se desejar, dentes de alho inteiros e descascados.

3- Coloque as pimentas no vidro ou garrafa, despeje o molho fervente . É aconselhável realizar este processo com o vidro em banho maria, para que não trinque por choque térmico. Deixe esfriar naturalmente. Tampe e espere duas semanas antes de utilizar.
Se desejar um molho mais picante, junte duas colheres de óleo de soja ao molho fervente.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

CAMBUCÁ



Frutífera nativa do Brasil com frutos amarelos grandes produzidos diretamente no caule e galhos, semelhante à Jabuticaba. Uma das melhores frutas brasileiras para consumo ao natural.
Luz : Pleno sol
Clima : Tropical e Subtropical
Solos : Vários tipos de solos.
Origem : Brasil
Você conhece essa árvore?

Visitei o blog do Projeto Cambucá e extraí o texto abaixo para apresentar a vocês esta frutinha brasileira mais gostosa até do que a própria jabuticaba, mas tão pouco conhecida e ainda correndo sério risco de extinção. Conheço cambucá desde menina, Na Fazenda Ermida tinha um pé enorme no pomar, eu gostava mais da época do cambucá do que da jabuticaba ou da pitanga, que adoro. Neste final de ano ao passar pelo sítio de meu avô vi um pé, que por sinal está enorme e meu pai me deu uma mudinha que ele fez. É esta na caixinha de leite ( Seu Negreiros também recicla...kkkk), mais um habitante para a minha pequena floresta de apartamento, vou mantê-la como bonsai, até o dia em que resolva me estabelecer. Enquanto isso, ela vai percorrer o Brasil, junto com a gente.



Já comeu o seu fruto?

Por aqui se fala tanto em cambucá, mas muita gente não conhece nem árvore, nem fruto. É uma pena... Mas vamos mudar essa situação e tornar o cambucá mais conhecido e mais plantado.

O cambucá, ou cambucazeiro, é identificado cientificamente pelo nome Plinia edulis; é da família Myrtaceae, como a jabuticaba, a pitanga, o araçá... Ou seja, é de uma família de fruta boa!



O cambucá é um árvore nativa de Mata Atlântica, e é muito "caprichosa": "é rara e pode ser encontrada em várzeas aluviais e início de encostas úmidas, quase que exclusivamente no interior de mata primária densa, sua produção de semente é irregular e pequena ( Lorenzi, Harri, Árvores Brasileiras)".

Com a redução da área ocupada pela Mata Atlântica e pelo seu sofrimento constante em função das ações do homem, não é de se admirar que o cambucá se torne cada vez mais raro.

Muitas pessoas têm o cambucá plantado em seus quintais, sítios e fazendas. Ela é um bela árvore e sua copa tem o formato piramidal. É uma árvore muito semelhante à jabuticabeira e cresce lentamente como ela. Mas vale esperar por seu crescimento. Seus frutos são saborosos (mais do que jabuticaba, se é que isso é possível!) e atraem muitos pássaros.



Normalmente a floração ocorre a partir do final de outubro e prolonga-se até dezembro. Os frutos amadurecem de dezembro a janeiro. (Mas como o clima está "louco", neste ano deu frutos também em maio, junho e julho. A foto desta postagem foi tirada em junho deste ano).(A foto em questão, não está aqui e sim no blog, esta foto foi tirada por Anestor Mezzomo)


Deu vontade de comer cambucá?

Plante um, dois, vários, muitos! Você não vai se arrepender e seus filhos e netos vão lhe agradecer! E nós também!
Postado por Projeto Cambucás às 18:59

Fontes
Textos:http://projetocambucas.blogspot.com/
Fotos: a muda na caixinha de leite é minha as outra foram gentilmente cedidas por Anestor Mezzomo. A ele o meu muito obrigada e a a minha admiração por seu trabalho. Ainda vou falar sobre o Anestor e o belo trabalho que ele realiza disponibilizando um acervo incrível com frutas e plantas brasileiras, sejam raras ou corriqueiras.

ESCOLHAS





Se eu pudesse escolher seria feliz por, pelo menos, oito horas por dia. Todos os dias.
Reservaria o tempo restante para viver as pequenas agruras naturais. Mas seriam leves.
Porque haveria a certeza de que a cada dia eu teria a minha cota de felicidade.

Se eu pudesse escolher reservaria algumas horas, todos os dias, para fazer só o que pudesse fazer os outros felizes. Dedicação total.

Se eu pudesse escolher, pararia qualquer coisa que estivesse fazendo às cinco horas da tarde e me sentaria para assistir ao pôr do sol. Escolheria lugares especiais. Procuraria não me repetir muito.
O horário do pôr do sol seria algo assim, sagrado. O meu horário para observar a Deus.

Se eu pudesse escolher, viveria entre o mar e as montanhas. No meio do caminho. Nem muito longe de um, nem muito longe do outro.
Plantaria flores, teria vasos na janela, muitos livros na cabeceira da cama e á noite, depois do trabalho - sim, porque se eu pudesse escolher trabalharia sempre, produziria sempre - eu me sentaria para contemplar o céu, as estrelas, a noite.

Se eu pudesse escolher, sorriria sempre. Mas choraria também, ás vezes, para não esquecer o que a lágrima significa. Viver só de sorrisos não é uma boa opção.

Se eu pudesse escolher, faria uma declaração de amor todos os dias. Só para sentir aquele sabor de ridículo que nos enche á alma e que é imprescindível á felicidade.

Se eu pudesse escolher, plantaria sementes e "perderia" horas vendo-as germinar e lamentaria por aquelas que não conseguissem se transformar em flor.

Se eu pudesse escolher, viveria a vida de uma forma mais leve, menos dolorosa, mais intensa, menos angustiante.
Nem sempre temos como opções as escolhas que faríamos se pudéssemos escolher. Mas há escolhas que nos são oferecidas sempre.
A de provocarmos sorrisos, de abraçarmos, de dizermos que amamos para quem amamos mesmo que eles não entendam o que é amor.
A possibilidade de transformarmos dentro de nós o cenário e aprendermos que, como não temos muitas escolhas, precisamos viver quinze minutos de felicidade com tanta intensidade que eles possam ser transformados em horas, dias, meses, no tempo que escolheríamos.

Se pudéssemos escolher...

Vou escolher melhor em 2009.

(autor desconhecido, fonte www.metaforas.com.br)


Foto da internet: autor desconhecido

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Uvas de Corrupira (Jundiaí)

É bom dizer que minha infância foi muito especial. Quem acompanha meu blog, ja viu diversas vezes eu falar de minha avó, a Dona Cida. Era uma verdadeira abelha rainha, em torno da qual, toda a família se reunia. Pessoa de uma simplicidade incrível e nem por isso, menos sábia. No sítio de Corrupira eu passava todas as minhas férias e a maioria de meus finais de semana. Lá, além do carinho de minha avó, eu tinha a minha disposição um mundo maravilhoso de aromas. Neste Natal eu passei por lá e revivi alguns destes aromas que ficam impregnados em nossa memória afetiva. A uva, mas não qualquer uva, uva de Corrupira é algo que só quem experimenta sabe a diferença. Esse cheirinho de infância, de vó eu não posso passar para vocês, mas as imagens falarão por mim. O galpão, as caixas, as parreiras. Um pouquinho de Corrupira (Jundiaí)para vocês, meus queridos amigos.








Sitio da Fonte (de Flávio Ceolim) Entrada no km 67 da Anhanguera (Posto de apoio Graal)Além das uvas, você encontrará deliciosos vinhos artesanais. Lembro que nesta região a colheita da uva, ainda é sazonal, mês que vem é a época do caqui. Uvas, só de dezembro a janeiro.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Fuzilamento ou embrutecimento

É bonito dizermos palavras gentis e de esperança neste ano que se inicia, mas uma análise crua da realidade também se faz nescessária. Este texto de Cristovam Buarque me chegou as mãos hoje e ele é bem coerente, como sempre.



Em sua autobiografia, o escritor russo Victor Serge escreveu que nos idos de 1933, na URSS stalinista, "não havia um único adulto pensante que alguma vez não tenha achado que podia ser fuzilado". Neste 2008, no Brasil, não existe um único adulto pensante que alguma vez não tenha achado que está embrutecido, moral ou intelectualmente, ou ambos. Perdemos a capacidade de sentir e sofrer com o que se passa ao redor, ainda mais de usar o sentimento para lutar por mudanças na realidade.

Embrutecemo-nos diante da desigualdade, da corrupção, da incoerência na política, do atraso educacional, sobretudo com da violência generalizada. E ficamos sem entender o porquê destas deficiências, apesar do crescimento, da democracia, da eleição de partidos e de líderes portadores de esperança.

Até algum tempo atrás, sentíamos e tínhamos propostas: democracia, desenvolvimento, socialismo. O embrutecimento não ocorria porque explicávamos, propúnhamos e a esperança nos aliviava.

Depois de termos conseguido desenvolver e fazer do Brasil uma potência mundial na economia, termos eleito um presidente vindo das camadas mais pobres, com um discurso radicalmente diferente de todos os anteriores, substituindo outro que também vinha da esquerda, só nos resta o embrutecimento intelectual ao olharmos ao redor e percebermos que nada mudou na estrutura social do País. Continua a exclusão social, a violência urbana, a instabilidade financeira e fiscal. Ainda mais grave, faltam bandeiras, os partidos ficaram iguais, os políticos também.

Quem não se sentiu bruto uma outra vez ou quase sempre ao olhar de dentro do ar-condicionado do carro para os meninos pobres perdidos, pedindo esmolas, cheirando cola, ou simplesmente deitados na calçada ao lado dos pais? Salvo alguns que nem ao menos sentem, não há quem não se sinta bruto uma ou outra vez ao saber que, no Brasil, 60 crianças abandonam a escola a cada minuto do ano letivo. Que apesar de, felizmente, haver políticas públicas, de transferência de pequenas rendas, a concentração de renda não muda, a desigualdade não diminui e a pobreza não reduz a níveis que aliviem nossa brutalidade. O sentimento de embrutecimento vem da aceitação do noticiário diário sobre queima das florestas, morte de jovens, consumo de drogas, miséria, atraso, corrupção.

Ao lado do embrutecimento moral que nos permite viver na sociedade brasileira como ela é, há um embrutecimento intelectual que nos impede de entender a realidade ou nos faz usar uma lógica esdrúxula toda vez que tomamos decisões. Não conseguimos entender a nossa estrutura de classes, tanto que inventamos o conceito de "carros populares"; nem a estrutura de nossa economia, tanto que falamos em meio ambiente e gastamos bilhões de reais do setor público para aumentar as vendas de automóveis; nem o funcionamento de nosso sistema judiciário, tanto que temos surpresas com as prisões de pobres que roubam manteiga e a libertação de ricos que roubam bilhões; não entendemos mais como funciona a política, tanto que as posições de um dia não valem no outro, o prometido na eleição não vale no governo.
O embrutecimento termina nos dando saudades do tempo descrito por Victor Serge. Havia naquele tempo, pelo menos, o sentimento heróico do risco do fuzilamento. Talvez a democracia seja nossa única conquista, livrando-nos dos fuzilamentos, mesmo assim, não há um adulto pensante neste País que alguma vez não tenha achado que pode ser assaltado com todas suas conseqüências, inclusive o fuzilamento por policiais perseguindo bandidos ou por balas perdidas entre eles.

Difícil escolher entre o risco do fuzilamento ou o risco do embrutecimento. O primeiro tira a vida de um ser humano, o outro a dignidade de ser humano. O primeiro exige coragem física, o segundo rouba a coragem intelectual e moral.

Que 2009 chegue sem o risco e sem o embrutecimento. E que o fim do embrutecimento nos dê a lucidez para entender a realidade e formularmos alternativas, e uma ética que nos faça ter coragem intelectual e moral.

Cristovam Buarque é professor e senador pelo PDT-DF.


Que vergonha que dá a tal vulgaridade...
"Êh, êh, vida de gado, povo marcado... êh, povo feliz" (Zé Ramalho)


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Um Novo ciclo se inicia

Mais um ano se inicia e todos nós temos a esperança de que seja um ano melhor. clichê? Pode ser, mas é isso realmente o que eu desejo. Em minhas andanças passei por Aparecida, infelizmente não consegui chegar nem próximo à basílica, mas tirei esta foto no mirante da pedra e já que iniciamos um novo ciclo, nada melhor do que começarmos sob as bençãos da Mãe Morena, a Mãe de todos nós.



Mãe do Céu Morena


Mãe do Céu morena,
Senhora da América latina
De olhar e caridade tão divina,
de cor igual a cor de tantas raças

Virgem tão serena,
Senhora destes povos tão sofridos
Patrona dos pequenos e oprimidos,
derrama sobre nós as tuas graças

Derrama sobre os jovens tua luz,
aos pobres vem mostrar o teu Jesus
Ao mundo inteiro traz o teu amor de mãe

Ensina quem tem tudo a partilhar,
Ensina quem tem pouco a não cansar
E faz o nosso povo caminhar em paz

Derrama a esperança sobre nós,
Ensina o povo a não calar a voz
Desperta o coração de quem não acordou
Ensina que a justiça é condição
de construir um mundo mais irmão
E faz o nosso povo conhecer Jesus.

Pe. Zezinho, SCJ
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