Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Especial moranguinho

Vocês já devem estar cheios de me ouvir falar do meu moranguinho. Mas é que eu não me canço de ver o quanto ele é lindo e quantas alegrias me tráz...vejam se não tenho razão...


É de momentos como este que a vida é feita...

Prêmios ZAKUSKAS

Ganhei esta semana 4 mimos da minha querida amiga Tânia do blog ZAKUSKAS. Esses prêmios vão ficar para sempre em minha lembrança, pois foram os primeiros.




O ZAKUSKAS realmente vicia....todo dia tem alguma novidade deliciosa...sem contar o carinho e a delicadeza da Tãnia...



Estes selinhos têm sabor de amizade, aconchego...


E ainda tenho que fazer um acróstico....uma brincadeira...quem ganhar este selo precisa fazer um acróstico com seu nome...bem...não sou muito boa nisso, mas lá vai:


Meu dia é de sol...
Amanhece com pássaros em minha janela...
Rumores de alegria pela rua...
Caminho pela casa regando minhas flores...
Imagens e saudades povoam minha mente...
Amores da minha vida...

Reciclar e plantar...
Encontros e despedidas...
Gravar meus sentimentos nas páginas virtuais...
Ingrata solidão que as vezes me atormenta...
Nas amizades verdadeiras se desfaz...
Amores da minha vida...


Os prêmios:

Para o Selo - Este Blog acredita na Proximidade
Para o Selo - Para você, com carinho
Para o Prêmio - Caminamos Juntas - Acróstico
Para o Selo - Este Blog Vicia


Eu indico meus blogs favoritos


Sei que muitos já receberam muitos prêmios então aqui fica mais uma indicação...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Tesouros

Quando comecei a cultivar plantas em meu apartamento, sonhei com lindas jardineiras cobertas de flores, borboletas e pássaros. Bem...ainda não consegui tudo o que quero, ou desejo, mas já possuo alguns tesouros que quero compartilhar com todos os que me visitam. Conhece Flores de cera? Olha só que delicadeza mais preciosa, esta primeira foto não é minha...




Mas esta é...olhe só o cachinho em botão...



Quando as flores se abrirem, vai ficar assim...


E olha só o fruto, outra preciosidade. Não vejo a hora de minhas flores se abrirem e me darem lindos frutos...lindos como esse...



Agora veja esta pequenina andorinha no beiral do meu quintal...toda vez que me aproximo do muro ela fica toda nervosa e inquieta....o motivo? Olha só...




Eis o motivo....num buraco de drenagem no muro, ela construiu seu ninho, botou os ovos e chocou. nasceram tres filhotinhos que ela cuida com muito zelo. Outro dia eu a vi dando bicadas em um gavião que se aproximou demais do quintal...


Mas meus tesouros ainda não acabaram...esta jardineira foi meu marido quem fez com bambu e plantei margaridas nela, não vejo a hora que floreçam...




Este é nosso velho conhecido, o senhor moranguinho, já com frutinhos pequeninos e mais flores se abrindo...


E esta é minha jóia mais preciosa, uma mini orquidea que nasceu no muro, ela abriu o botão hoje...é pequenina...mas sua cor é deslumbrante...

domingo, 12 de outubro de 2008

onde foi parar o tempo?





(Marcelo Canellas)


Onde foi parar
o tempo que ganhamos?

Havia mais terrenos baldios.
E menos canais de televisão.
E mais cachorros vadios.
E menos carros na rua.
Havia carroças na rua.
E carroceiros fazendo o pregão dos legumes.

E mascates batendo
de porta em porta.

E mendigos pedindo pão velho.
Por que os mendigos
não pedem mais pão velho?

A Velha do Saco assustava as crianças.
O saco era de estopa.

Não havia sacos plásticos,
levávamos sacolas de palha para o supermercado.

E cascos vazios para trocar por garrafas cheias.
Refrigerante era caro.
Só tomávamos no fim de semana.

As latas de cerveja eram de lata mesmo,
não eram de alumínio.

Leite vinha num saco.
Ou então o leiteiro entregava em casa,
em garrafas de vidro.

Cozinhava-se com banha de porco.
Toda dona-de-casa tinha
uma lata de banha debaixo da pia.

O barbeador era de metal,
e a lâmina era trocada de vez em quando.
Mas só a lâmina.

As camas tinham suporte para mosquiteiro.
As casas tinham quintais.
Os quintais tinham sempre uma laranjeira,
ou uma pereira, ou um pessegueiro.
Comíamos fruta no pé.

Minha vó tinha fogão a lenha.
E compotas caseiras abarrotando a despensa.
E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.

Meu pai tinha um amigo que fumava palheiro.
Era comum fumar palheiro na cidade;
tinha-se mais tempo para picar fumo.

Fumo vinha em rolo
e cheirava bem.

O café passava pelo coador de pano.
As ruas cheiravam a café.

Chaleira apitava.

O que há
com as chaleiras de hoje
que não apitam?

As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Supimpa era ter
um três-em-um:
toca-disco, toca-fita e rádio AM
(não havia FM).

Dizia-se 'supimpa',
que significa 'bacana'.
Pois é, dizia-se 'bacana', saca?

Os telefones tinham disco.
Discava-se para alguém.
Depois, punha-se o aparelho no gancho.
Telefone tinha gancho. E fio.

Se o seu filho estivesse no quarto dele
e você no seu escritório,
você dava um berro pra chamar o guri,
em vez de mandar um e-mail
ou um recado pelo MSN.

Estou falando de outro milênio,
é verdade.

Mas o século passado foi ontem!

Isso tudo acontecia
há apenas 20 ou 25 anos,
não mais do que o espaço
de uma geração.

A vida ficou muito melhor.

Tudo era mais demorado,
mais difícil,
mais trabalhoso.

Então por que engolimos o almoço?
Então por que estamos sempre atrasados?

Então por que ninguém mais
bota cadeiras na calçada?

Alguém pode me explicar onde foi parar
o tempo que ganhamos?

alho 3

Alho (parte 3)


O Poder da Alicina

O componente alicina: é responsável pelo odor característico do alho e, inibe o desenvolvimento de bactérias, destrói fungos, estimula o fluxo das enzimas digestivas e elimina toxinas através da pele.

Depois de inúmeras análises químicas, os cientistas chegaram à conclusão de que a grande riqueza do alho se encontra nos seus componentes - mais de trinta já foram isolados - especialmente nos derivados de enxofre (sulfatados). Entre eles, o mais importante é, sem dúvida, a alicina (di-propenyl tiosulfinato), responsável pela maioria das propriedades farmacológicas da planta. Na verdade, a alicina, um líquido de coloração amarelada, só aparece de fato quando o alho é mastigado ou cortado, rompendo-se as células do bulbo. E é também a alicina a responsável pelo forte odor característico da planta.


Experiências comprovam que a alicina é um antimicrobiano poderoso. Atua, por exemplo, na morte de bactérias gram-negativas, causadoras de infecções e furunculoses. Funciona também como agente antiviral, combatendo, entre outros o vírus da gripe. Na China, estão estudando há mais ou menos três anos o efeito do extrato injetável do dialil sulfeto, outro dos componentes do alho, contra o citomegalovírus e alguns outros tipos do vírus causadores do herpes, muitas vezes presentes em transplantados, devido à queda do sistema imunológico. Embora a ciência não saiba precisar com exatidão como funcionam os compostos sulfurados, os pesquisadores acreditam que eles atuem diretamente no núcleo dos vírus, impedindo sua proliferação. Dessa mesma maneira, a alicina agiria contra bactérias e fungos como a "Candida albicans", responsável pela candidíase ou sapinho.


Outros estudos, porém, apontam nos derivados do enxofre um efeito diferente, mas igualmente benéfico: o fortalecimento do sistema imunológico, com o aumento do número de linfócitos T, uma das mais combativas células de defesa do sangue. Dessa forma, a proliferação dos microorganismos também ficaria prejudicada.
Fonte: /www.plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas/alho.htm

Utilização na Culinária:

É infinita a utilização do alho na culinária. Veremos aqui, resumidamente como escolher, armazenar, preparar e cozinhar com o alho.

Como Comprar: As cabeças de alho devem ser redondas, formes e cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho cujo dentes estejam soltos, moles e murchos.

Como armazenar: Embora sejam decorativas e bonitas, as réstias de alho não devem ficar muito tempo penduradas na cozina, pois correm o risco de secar sobrando apenas cascas. Guarde o alho em lugar fresco, seco e levemente arejado. Se for mantido em lugares úmidos e quentes, vai mofar rapidamente e murchar. Uma boa maneira de armazenar uma cabeça de alho inteira é colocá-la num recipiente de cerâmica com orifícios para a ventilação. Desde que tomados os devidos cuidados na compra, é possível armazená-lo por até um mês. Se as condições do ambiente forem adequadas pode chegar até dois meses. Outra forma de armazenamento é esmagar o alho e colocá-lo num vidro bem limpo e seco na geladeira. Grandes quantidades de dentes de alho, podem ser descascados e guardados com óleo num vidro na geladeira ou congelado. Nunca consuma alho guardado em óleo fora da geladeira, pois em temperatura ambiente ele pode desenvolver bactérias nocivas à saúde, sendo uma grande fonte para o botulismo. Outra forma para armazená-lo seria picá-lo ou triturá-lo e secá-lo. Existem muitos produtoas à venda no mercado, onde encontramos o alho já pronto para ser utilizado, porém para obter melhores resultado recomendamos apenas o alho fresco.

Como preparar: Existem muitas formas de preparar o alho, mas primeiro é necessário descascá-lo. Para descascar o alho é necessário somente, dar uma leve pancada com a parte achatada da faca sobre o alho, assim a sua casca sai mais facilmente. Para descascar grande quantiades, cubra os dentes com um pano de prato e de pancadinhas com uma panela pesada. Também é possível cortar as pontas dos dentes e descacar um por um. As vezes é necessário manter intacta a forma do alho, para isso existe um descascador de alho. Existem pessoas que aquecem o alho no microondas por um minuto, sua casca sai facilmente, mas o alho perde um pouco do seu sabor. Deixar os dentes de molho na água, também ajuda a retirar a sua casa e em certas religiões, como no candomblé, o alho só pode ser descascado assim.

Para utilizar o alho em suas receitas, você pode picá-lo, amassá-lo, fatiá-lo, cortá-lo em pedaçõs, ralar em ralador e até utilizá-lo inteiro. O dente inteiro deixa um sabor mais suave. Fatiado ou picado o seu sabor fica mais presente e amassado fica mais forte, devido a liberação da alicina.

Como utilizar: O aroma do alho é um dos mais exitantes da cozinha, mas se for cozinhado de forma errada, pode estragar um prato. O erro mais comum é cozinhar o alho em fogo alto, pois ele queima rapidamente e seu gosto torna-se amargo. Quando for sautear, fritar ou refogar o alho, deve se tomar sempre bastante cuidado para o alho não queimar.

Dar uma fervura no alho, preserva a sua forma e o sabor fica mais delicado. Nesse caso não é necessário tirar a casca, pois ela sairá facilmente e se quiser fazer um purê de alho é só continuar o cozimento até que os dentes estejam bem macios para serem amassados.

Assar o alho no forno é uma forma de potencializar o seu sabor e aroma e dar uma cor de caramelo ao alho (forma mais utilizada para fazer bruschettas). Você também, pode assar o alho com aguá, assim ele será cozinhado ao mesmo tempo e terá um resultado com sabor mais ameno.

Outra forma de utilizar o alho seria grelhando-o: grelhar os dois lados do dente, virando quando um dos lados estiver marrom. Usar como se fosse assado, mas o sabor fica mais marcante.

O alho também é utilizado para fazer a Vinha D’alho, mais conhecida como marinada e que tem a finalidade de conservar e dar gosto especial a certos tipos de carne.

Para não ficar com cheiro de alho: Para evitar ficar com cheiro de alho nas mãos, algumas pessoas esfregam as mãos no sal, no limão ou na salsa. Dizem que esfregar as mãos nas costas de uma colher de metal também adianta, mas existem um útensílio de metal, á venda em mercados, que promete tirar o cheiro de alho das mãos e parece funcionar. Também, existem sabonetes que ajudam a tirar o cheiro.

Para não ficar com bafo de alho, recomenda-se chupar limão ou cravos da índia, mascar uma semente de anis ou um raminho de salsa, beber um copo de vinho ou de extrato de clorofila. Mas a melhor solução seria oferecer alho às pessoas a sua volta, assim ninguém notará o cheiro.


SEU ODOR:

Seu odor forte "ofende" só a quem não come e fica perto de quem come... Portanto, para os que gostam de comer alho e cozinhar com alho, sugerimos alguns truques:
- mastigar salsa ou qualquer espécie verde que contenha muita clorofila para manter o hálito fresco
- os árabes usavam mastigar grãos de coentro como recurso contra o hálito forte do alho
- beber um copo de leite ou de vinho também dá bons resultados
- esfregar bem as mãos com sal e limão e lavá-las em água fria, tira o cheiro forte das mãos de quem está cozinhando

Utilização Fitoterápica:

O alho era muito utilizado há milhares de anos pelos hebanários (estabelecimento que vende ervas medicinais) e curandeiros para combater inúmeras doenças.

Louis Pasteur, químico francês do século XIX, evidenciou propriedades anti-sépticas que há no alho, informações, estas usadas na Primeira e Segunda Guerra Mundial, pelos exércitos inglês, alemão e russo. Hoje o alho é receitado pelos naturalistas e outros que acreditam na cura pelas ervas como também para prevenir resfriados, gripes e doenças infecciosas.

Foi feito um estudo pelos cientistas mais profundo, a respeito do uso do alho para o colesterol e na hipertensão, eles explicam que a alicina, uma substancia química que se forma quando o alho é esmagado, reduz os níveis de colesterol e baixa a pressão arterial, também nesta pesquisa descobriram que reduz as coagulações sanguíneas, diminuindo assim o risco de infarto e derrame cerebral.

Foram feitas pesquisas em laboratórios com animais, que mostram que o alho ajuda a diminuir o câncer de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer do cólon e do esôfago.

Ainda não foi determinada a quantidade de alho a ser consumida para obter esses benefícios a saúde. Alguns médicos alemães acreditam que quatro gramas, que seria o equivalente a dois dentes de alho, seria o suficiente para tratar a hipertensão ou o colesterol, já para inibir a coagulação sanguínea, teria no mínimo ser 10 dentes de alho.

Já os clínicos descordam quanto a ser cozido ou desidratado que o consumo seja cru, o seu inconveniente é que o alho cru pode causar indigestão, e também pode causar irritação na mucosa, e na pele.

Não existem garantias de que ele evita as doenças. Mas de qualquer forma sabemos que o alho enriquece as refeições deixando com mais sabor.
Fonte: /www.sociedadedigital.com.br/artigo.php?artigo=107&item=2


Tradicionalmente, o alho como um alimento Yang tem sido usado para promover circulação de energia, aquecer o estômago e remover algumas substâncias tóxicas acumuladas. Isso é compatível com o descobrimento moderno do alho ser capaz de matar germe, promover a digestão e melhorar o apetite. Mas descobriram-se nos últimos anos que o alho possui muitas funções terapêuticas mais importantes, tanto quanto sendo usado como um remédio para hipertensão, hepatite e câncer.

O alho tem estado em uso popular no Japão há um longo tempo, e um recente estudo Japonês revelou que o alho contém um mineral chamado Ge que é capaz de prevenir o câncer de estômago. Um time de médicos do “Hunam Medical College” na China, o qual chamou a si próprio de Grupo Pesquisador do Alho como Agente Anticancerígeno, usou um medicamento patenteado feito de alho para tratar 21 casos de carcinoma de nasofaringe (câncer do nariz e da garganta) com resultados significantes na maioria dos casos. Além disso, o mesmo grupo de médicos também descobriu que o alho é eficaz para tuberculose pulmonar, coqueluche, disenteria amebiana e bacilar, enterite (inflamação dos intestinos), oxiuríase (oxiúro), ancilostomíase (uncinariose), prevenção de gripe e de epidêmica (inflamação do cérebro e aplicação externa para o tratamento de vaginite por tricomonas)

O alho tem efeitos colaterais, entretanto, e por esta razão, deveria ser usado com cuidado. O alho pode fazer com que as hemácias se tornem marrom escuras pelo contato, e também podem dissolver as hemácias quando aplicado em grandes concentrações. Além disso, o óleo volátil contido no alho pode inibir a secreção de sucos gástricos e também pode causar anemia. Sabe-se bem que o alho pode causar mau hálito, o qual pode ser reduzido ou eliminado pelo gargarejo com chá forte, comendo algumas tâmaras vermelhas ou bebendo algumas xícaras de chá.
Fonte: /www.chinaonline.com.br/medicina/alimentos/alho.asp


Conclusão:

Com o sabor marcante e aroma envolvente, este pequeno alimento, parente da cebola, nos é de grande utilidade. Muito usado por nós brasileiros como tempero e como remédio.

Vimos que este condimento tem enorme importância em nossas casas, não só por ser indispensável na cozinha como faz muito bem à saúde. Gripou? Tome um chá de alho.

Se você é um amante do alho, abuse do seu sabor, que assim sua saúde será privilegiada com a ação fitoterápica deste bulbo. Mas lembre-se de dar alho às pessoas a sua volta, assim ninguém irá perceber que você comeu alho também.

Alho (parte 2)



Características Botânicas

O alho, Allium Sativum, da família Liliaceae (a mesma da cebola e da cebolinha), é uma planta assexuada que se propaga através do plantio dos bulbilhos ou dentes.

Caracteriza-se por um bulbo arredondado, conhecido como cabeça, composto por 10 a 12 dentes, envoltos por uma casca, que pode ser branca, rosada ou roxa. Do bulbo desenvolve-se um talo, longo e fino e que no seu extremo localiza-se uma flor. Ele também apresenta folhas longas e achatadas como capim.(foto 1)





Existem diferentes tipos de alho e quase todos diferem em relação a tamanho, cor, forma, sabor, número de dentes por bulbo, acidez e capacidade de armazenamento. Na foto abaixo é possível visualizar os alho em seus diferentes tamanhos.(foto 2)



A botânica classifica todos os tipos de alho derivados da espécie Allium sativum. Desta espécie, origina-se duas sub-espécies: a Ophioscorodon e a Sativum. Uma pesquisa recente mostrou que existe, hoje em dia, oito variedades de alho provindas destas duas sub-espécies. Seis são do tipo Ophioscorodon e se chamam: Asiático, Criolo, Listra Roxa, Listra Roxa Marmorizada, Porcelana e o Rocambole ( Asiatic, Creole, Purple Stripe, Marbled Purple Stripe, Porcelain e Rocambole) e dois são do tipo Sativum: o Alcachofra e o Prata ( Artichoke e Silverskin).

Abaixo dessas oito variedades, existem outros 17 grupos de sub-variedades de alho. Acredita-se que exista mais de 600 sub-variedades de alho no mundo. Isso ocorre porque as características individuais do alho são modificadas de acordo com as condições de cultivo, do solo, da temperatura, do período de chuvas, da altitude e do tempo de cada lugar.

Nas fotos abaixo é possível visualizar as duas sub-espécies de alho. Na foto 3 temos o alho da sub-espécie Sativum e na Foto 4 temos o alho da sub-espécie Ophioscorodon.


Foto 3









Foto 4










A foto 5, reúne diferentes tipos de alho:

Foto 5



A característica mais marcante do alho é o seu cheiro e este se deve à presença da alicina (óleo volátil sulfuroso). Quando as células do alho são quebradas, libera-se uma enzima chamada aliniase que modifica quimicamente a substância alinia em alicina, que resulta no cheiro do alho.

Características de Cultivo:

Para o cultivo do alho, devem-se separar os dentes do bulbo, enterrando-os a uma profundidade de cerca de 6 cm, com a extremidade em bico voltada para cima. São semeados às fileiras (distantes entre si em cerca de 30 a 50 cm), deixando-se aproximadamente 15 cm entre uma planta e outra.
Quanto ao tipo de solo, a planta de alho prefere solos leves, finos, ricos em matéria orgânica e bem drenados. Não suporta terrenos úmidos. Solos pesados e mau drenados não permitem o bom desenvolvimento das raízes, prejudicando a nutrição da planta.

No que respeita às condições climáticas, o alho é uma cultura de clima frio, suportando bem baixas temperaturas, sendo, inclusive, resistente a geadas. A planta exige pouco frio no início da cultura, muito no meio do ciclo e dias longos no final. Portanto, temperatura e fotoperíodo são fatores de clima extremamente importantes à cultura do alho, influindo na fase vegetativa, no bom desenvolvimento e na produtividade. O comprimento do dia, ou fotoperíodo, determina em que região e em que época cada variedade deve ser plantada. No alho, tais fatores têm papel visivelmente mais destacado.

Enfim, quanto à colheita, de modo geral, colhe-se a planta quando ela apresenta, no final do ciclo, três a quatro folhas verdes e as demais secas. É fundamental conhecer o ciclo da planta, pois doença, ataque de pragas, nutrição deficiente e outros problemas podem levar ao mesmo aspecto visual. Após a colheita, os bulbos devem secar ao sol, por três a quatro dias, preferivelmente em gavetas de madeira, evitando que sejam banhados por chuva. O armazenamento pode ser feito em câmaras frias a 0° C, com umidade de 70 a 75%. O alho é uma das poucas hortaliças que deve ser armazenada sob umidade relativa do ar baixa.

Embora o alho possa ser cultivado com sucesso em quase todo o Brasil (exceto na maior parte da Amazônia), nosso país não é auto-suficiente na cultura, realizando importações anuais, principalmente da Argentina, para abastecer o mercado interno.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Alho (parte 1)



O assunto é tão vasto, que resolvi dividi-lo em 3 partes. Vamos com um pouco de história e histórias a respeito deste tão versátil e as vezes tão odiado tempero e que na verdade é um forte aliado.



O alho é um dos mais versáteis sabores da culinária. Muito utilizado na cozinha brasileira e indispensável na cozinha provençal, o alho seduz não só pelo seu sabor e aroma, como pelo seu poder na cura de alguns males que afetam a nossa saúde.

Combate à gripe, o mal-olhado e até vampiro!

Sem falar na sua vasta utilização na culinária, o alho é um condimento que seduz muitas pessoas, mas que também, provoca um mal estar em seus consumidores por causa do seu cheiro forte. Esse trabalho tentará explicar essas e outras tantas características deste condimento fascinante.

Primeiramente apresentaremos uma breve história do alho, seguidas de suas características botânicas, de cultivo e químicas. Depois de sua utilização na culinária e por último de sua utilização fototerápica.

O alho não é apenas um tempero, é um alimento que faz muito bem a saúde.

2) O Alho na História

As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos, ou até mais, se pensarmos na visão maometana de Satã a ser expulso do Paraíso, com cebolas a brotar da pegada direita e alho da esquerda.

Em verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, que tenha sido levado para o Egito por tribos asiáticas nômades, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa.

Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi a rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Nos cultos de alguns deuses gregos era vetada a entrada de pessoas recendendo a alho. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, esnobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo.



A despeito do preconceito advindo das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis. No antigo Egito, 7 kg de alho eram suficientes para comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho. Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem, não tendo faltado, por exemplo, na dos construtores das pirâmides. Foi largamente utilizado na conservação de carnes e até mesmo de cadáveres. Os egípcios usavam-no como parte do processo de mumificação dos mortos. Consta que no túmulo de Tutankamon foram encontrados seis dentes de alho e em cemitérios pré-históricos descobriram-se bulbos de alhos moldados em terracota, que lá foram colocados para afastar os espíritos malignos.


Por sinal, a nenhuma outra planta na história do mundo foi atribuído tamanho poder de destruir malignidades, poder este afinado com suas qualidades medicinais, sobre as quais já se publicaram mais de dois mil artigos em revistas científicas. Ao longo da Antigüidade, o alho foi considerado uma proteção dos vulneráveis ao mau-olhado – virgens, recém-nascidos, casais de noivos. No Egito moderno, continua-se a realizar uma festa na qual o alho é comido, usado e esfregado nas portas e janelas para manter as forças do mal afastadas.

Enfim, o alho era sagrado nas culturas mediterrâneas e orientais, protegendo de todas as doenças e, ainda, afastando maus espíritos. Tantos poderes apontaram para incríveis propriedades desses bulbos, pouco a pouco confirmadas pela ciência.

Tecnologia em Gastronomia
Noções de Nutrição
Prof: Simone
Grupo: Mariana Almeida, Constance,
Bonaventura, Ademir Dias Lima e Luiz Az
Related Posts with Thumbnails