domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ora Pro Nóbis


Contam que os padres do interior de Minas no início da colonização usavam está trepadeira cactácea como cerca viva e proibiam os pobres de colher suas folhas e flores para consumo. As pessoas, então esperavam a hora das orações dos padres para poderem fazer a colheita as escondidas, daí o nome ora-pro-nóbis (orai por nós em latim). Lendas a parte, a verdade é que esta planta tem um nível tão alto de proteínas e ferro que é também conhecida como carne de pobre.
Nome científico Pereskia aculeata Miller.

Esta planta está se revelando economicamente viável e seu cultivo tem sido incentivado em vários pontos do Brasil. A cidade mineira de Sabará tem inclusive uma festa anual o "Festival ora-pró-nóbis" no mês de maio onde é possível encontrar várias iguarias feitas com as flores e folhas.
O cultivo é bem simples, basta conseguir algumas estaquias de 20 cm, deixar que arejem por um ou dois dias e enfiar metade na terra, não é necessário nem molhar.
O prato mais tradicional é a Galinha ora-pró-nóbis , mas tudo o que é feito com espinafre e couve, pode ser feito com ele. Segue agora mais algumas informações coletadas na internet.

Ora-Pro-Nobis
"peréskia aculeata miller"





A Ora-pro-nobis.

Graziela Reis

O ora-pro-nobis já foi considerado apenas uma moita espinhenta, boa para cercas. Mas ganhou fama e nobreza. Suas folhas e flores são comestíveis e vêm sendo utilizadas com maior freqüência na culinária mineira.

O sucesso é comprovado. Tanto que o ora-pro-nobis começa a ser cultivado para fins comerciais com boa dose de lucratividade.

Na região de Sabará, a 25 quilômetros de Belo Horizonte, no distrito de Pompeu, o ora-pro-nobis está ganhando espaço e garantindo renda para produtores de hortaliças. José dos Santos Pinto, proprietário do Alambique JP, acredita na cultura e passou a desenvolvê-la de maneira mais efetiva. Ele conhece a planta, das cercas dos vizinhos, desde criança. Mas só recentemente ampliou sua produção, que começou com um único pé, para consumo próprio. Hoje, já tem 150 metros de ora-pro-nobis plantados em cercas.

Para José dos Santos, a planta complementa a renda gerada pelas hortaliças, pela cachaça que produz e pelo restaurante que abre nos fins de semana e também oferece o ora-pro-nobis como um dos pratos principais.

“Na feira, em Sabará tudo que eu levo vende”, diz. Um pacote de 200gramas da planta, já picada em tiras mais grossas que couve, sai por R$ 0,80. Um quilo custa R$ 4.

A pequena produtora Maria Torres da Fonseca prefere vender o ora-pro-nobis apenas nos pratos que oferece no restaurante Moinho D’Água, também em Pompeu. O negócio cresceu a partir das receitas feitas com a planta, como a de marreco com ora-pro-nobis, que foi ganhando do primeiro concurso relacionado com a espécie promovido em Sabará. “Tudo o que planto coloco no restaurante. A procura é tanta que não dá para vender de outro jeito”, conta Maria, que já tem 200 arbustos cercando sua propriedade.

Tendo em vista a rusticidade do ora-pro-nobis, “que não tem frescura e nasce em qualquer lugar ocioso”, a lucratividade é interessante. O maior custo envolvido no processo é o de mão-de-obra para colher e picar as folhas. Segundo José dos Santos, que produz entre 16-e 25 quilos por semana, a planta só precisa de adubo orgânico e água para crescer e atingir um bom porte em três anos. A melhor época para a colheita é no período chuvoso, mais especificamente em abril. “No inverno a planta fica meio parada”, explica.

O apicultor Nikolaos Argyrios Mitsiotis, pesquisador do ora-pro-nobis, acredita que o vegetal, “de alto valor econômico e ecológico” (o grifo é do melissotróficas), vai ser rapidamente difundido por todo o Brasil e países da América do Sul. Isso porque nasce bem em todos as regiões e é extremamente nutritivo.

O QUE É
O ora-pro-nobis (pereskia aculeata Miller), do latim “orai por nós”, é uma planta cactácea que nasce em formato de moita. Dizem que seu nome foi criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava o seu “ora-pro-nobis”.

Veja também aqui a entrevista completa dada a Graziela Reis >>>

SERVIÇO
.Pesquisador Nikolaos Mitsiotis: nikeeper@ig.com.br

Alambique JP: (31) 3671-6103
Moinho D’Água: (31) 3671-6150

Fonte: ESTADO DE MINAS-SEGUNDA-FEIRA, 28 DE JULHO DE 2003.
Caderno AGROPECUÁRIO; PÁGINA 12

Confira também mais histórias neste blog COIMBRA B.

13 comentários:

Tânia Saj disse...

Amiga querida!
Quanta coisa boa no seu blog!!
Vou pegar um dia todo para acompanhar detalhadamente cada post...
Obrigada pela força, viu?
Agora quanto a esta receita, tenho a maior curiosidade em experimentar o tal Ora Pro nóbis...e em Sampa nunca vi...será que tenho que ir prá MG??rs
Beijão

Marlene disse...

Ah mas esse eu vou experimentar seja no Rio de janeiro ou Minas gerais...com certeza eu vou provar o Ora pro Nóbis...Ora pois rsrs
Adorei amiga vc tem sempre uma cartinha na manga!
beijos

Nancy disse...

Abelhinha...sempre trazendo os guardadinhos mineirinhos. Amiga, eu não me lembro do gosto, mas me lembro que minha Mãe fazia este tipo de culinária. Parabéns por resgatar estes conhecimentos antigos. Beijos.Apareça...voce anda sumida...

Marlene disse...

Amiga estou aqui vindo sempre no seu Plantar...Ai que saudades....
Beijos

Tânia Saj disse...

Marcinhaaaaaa!!
Que bom que vc voltou!!
Também tô com muita saudades de vc e dos teus posts!!
Beijão

Ricardo disse...

Boa moca você também cozinha bem pensei que só a Marlene sabia cozinhar no Brasil (antes que leve a serio, tou brincando)
Me apresento. Sou o Ricardo, mas me conhecem por Rico. prazer em conhece-la assim como também este prato maravilhoso. parabéns :D

aliria disse...

Sou de Sabará e fiquei encantada com essa matéria sobre o ora-pro-nobis, como desde criança e passei esse gosto pra minhas filhas. Não moro em Sabará mais, minha familia está toda lá e sempre vou. Na cidade que eu moro tenho vizinhas que cultivam e sempre me dao , faço no fogão a lenha e chamo muitas pessoas pra comer. Faço com frango ou com costelinha e todos adoram, além de conter muito ferro é bom demais! Aliria

pIMENTAnOzOIO disse...

Bem interessante.... nunca comi... mas já tenho uma bela touceira que há pouco era uma mudinha dada por uma amiga. Agora iniciando a fase de pesquisa pra fazer algum prato. Pelo jeito vou de clássico. Galinha.
Valeu.

julia disse...

Ola,eu sou julia, moro em macaé, gostaria de receber uma muda de ORA PRO NÓBIS, eu pago o frete, quem pode me enviar, uma muda ou semente, fico esperando um contato.
obrigado.

ro_meler disse...

conheço essa planta tempero como loro.
sera que é a mesma?
abraço.

reginaldo disse...

ola eu tenho essa planat na minha chacara oropunobis é verdade ki cura anemia
naldo-botujac@hotmail.com me manda um email obrigado

Sandra campos disse...

boa tarde

aqui na empresa que trablho tem essa planta que vc cultiva, porem na sexta feira dia 06/01/2012 cortei a planta por conta de estar dando curto na cerca eletrica, e um espinho dela furou meu dedo, na sexta a noite meu dedo estava imensamente inchado e muito vermelho, hoje dia 11/01 esta totalmente roxo e bem inchado mesmo depois de tomar antialergico e anti inflamatorio, vc sabe se tem algum veneno no espinho que eu possa falar par ao medico.. pois meu dedo esta muito inflamado e nao sei mais o que fazer
agradeço um retorno se possivel e meu e-mail é sandra.sebast@uol.com.br grata sandra

mara disse...

Olá amiga!
Moro em Foz e tinha paixão para ter ora pró nobis.Sempre vou ao refúgio biológico e um certo dia tive a sorte de encontrar e trazer pra casa.Faz uns 4 meses e já está lindo o pé.Falta mesmo preparar e degustar srsrsr.
bjs
Amei o seu blog

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