sábado, 12 de setembro de 2009

DENGUE - CONTROLE BIOLÓGICO DO MOSQUITO - PREDADORES


Lagartixas de Parede

Todos sabem que lagartixa come insetos, mas, pude observar com exatidão o quanto esse animal é voraz predador de insetos. Quando menina, morava na zona rural, via sempre as pequenas lagartixas caçando insetos na parede.Hoje, época atual,coloquei a armadilha TRAP, nos primeiros dias, tinha muito inseto, depois, não via nenhum capturado, até que vi a lagartixa na entrada da armadilha. A outra armadilha, o exterminador de insetos MEGA, a lagartixa estava dentro, a voltagem deve ser baixa, ela estava em contato com a malha elétrica, devorando todos insetos. Desde então, a armadilha amanhece limpa, não tem nenhum inseto, mas, é só ir de surpresa à noite, que lá está ela, a lagartixa! O pessoal de controle da dengue poderia construir uma “casinha” para elas e deixar um casal por terreno baldio(é bom ter uma “casinha” para elas, senão vão morar nas casas da vizinhança, se forem pessoas que não entendem, vão matá-las com veneno), com lâmpada fluorescente colocada no baixo para atrair os mosquitos. Também, soltá-las nas casas desabitadas, elas se ajeitarão. Na minha casa, elas moram nas frestas entre a edícola, balcões, muros, acho. São discretas, durante o dia, não aparecem.



Ioshiko Nobukuni – sobrevivente da dengue hemorrágica.-Fernandópolis-SP

nobukunister@gmail.com


PEIXINHOS LARVÓFAGOS

Fancy Guppy Poecilia reticulata

lebiste selvagem

Nome Popular: Guppy, Barrigudinho, Lebiste, Bandeirinha, Sarapintado, Peixe-Arco-Íris, Guaru-Guaru, Bobó, Rainbowfish, Missionaryfish, Millionenfisch, Buntfleckkaerpfling etc.

Nome Científico: Poecilia reticulata (Wilhelm C. H. Peters - 1859).

Origem: Norte da América do Sul e América Central.

Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo. Pode chegar a medir 3 centímetros. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras. Pode chegar a medir 5,6 cm

Temperatura: De 25°C a 30°C. De preferência 27°C.

Água: pH 7.0 a 7.2. dH 6 a 10.

Alimentação: Onívora - Tubifex, larvas de mosquito, drosófilas, artêmia salina, dáfnias, infusórios, microvermes, enquitréias, minhocas de jardim, patê etc.

Comentário

O Lebiste na forma selvagem (muitas vezes os machos) não têm um padrão de cor definido, sendo que você pode encontrá-lo nas cores verde, azul, alaranjado e vermelho com iridescência de fruta-cor, tudo misturado num único peixe. Ainda apresentam uma pinta negra de cada lado do corpo, incrementando ainda mais sua coloração. Não se encontra dois exemplares machos idênticos. As fêmeas são de um tom verde-oliva e bem maiores do que os machos. Estes por sua vez tornam-se uma presa fácil na natureza, por serem mais abertos a passeios do que as fêmeas, que vivem todas juntas e bem escondidas.

Eles foram espalhados pelo Brasil afora como combatente contra as larvas do mosquito transmissor da dengue. Ele foi escolhido pela sua grande predileção por larvas e pela sua grande resistência a águas impuras e com baixos teores de oxigênio. Na natureza, os Lebistes são um pouco territoriais e quando um entra no território do outro causa engraçadas e rápidas correrias pelo ambiente, sem maiores conseqüências. No aquário você pode alimentá-lo com alimentos secos em flocos e alimentos naturais como coração de boi e tubifex.

A causa de eles terem sido introduzidos e ficarem tão famosos no mundo é bem nobre, eles que combatem as larvas dos mosquitos que transmite a dengue, resistentes a baixo teor de oxigênio, se alimentando de larvas foi uma grande escolha pois isso ajudou em grande parte a controlar em certas regiões a disseminação da doença.

. Foram introduzidos em muitos açudes para combater pragas e comer as larvas de mosquitos transmissores de doenças dengue e malária. Na minha opinião, mesmo sendo peixes selvagens e de pouco valor comercial, são lindos animais que dão uma aparência especial em qualquer aquário plantado.

Contribuído por Rui Othon

. Adoro segurar minhocas pela ponta só pra vê-los pegar e beliscar, da até pra puxá-los pra fora d'água.

Contribuído por Kátia Meine

Ágeis e multicoloridos, os Lebistes são utilizados em aquários desde meados de 1900. Entretanto, sua utilização não se limita apenas a esta. Devido ao seu hábito voraz de se alimentar com larvas de insetos, os Lebistes são utilizados em países do Oriente como ferramenta de controle biológico. Já foram utilizados também no Brasil, na década de 30, para combater os transmissores da Malária e da Febre Amarela. São também utilizados em laboratórios, nos experimentos ecotoxicológicos, genéticos, comportamentais e reprodutivos.

DENGUE -AINDA PEIXINHOS LARVÓFAGOS

Em Fernandópolis, bombeiros estão ensinando quem tem reservatórios de água para animais, a colocarem Poecilia reticulata, conhecido como Guppy, Barrigudinho, Lebiste, Bandeirinha, Sarapintado, Peixe-arco-iris, Guaru-Guaru, etc. São conhecidos no mundo pela sua grande predileção por larvas e pela sua grande resistência a águas impuras e com baixos teores de oxigênio. Estão comprovando a eficácia também no combate a culex(pernilongos).Pessoas que colocaram os peixinhos, facilmente capturados com peneiras em córregos da região, estão muito satisfeitos com os resultados, e estão espalhando a notícia, boca a boca.Um dia, conversando numa concessionária de veículos, estava um senhor proprietário em Mato Grosso, disse que tem caixas de água para gado, achou ótima idéia e ficou encarregado de levar a boa nova para os vizinhos.

nobukunister@gmail.com

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