sábado, 28 de março de 2009

Mais ora-pro-nóbis - Flores



ora-pro-nobis
"pereskia aculeata mill"


GASTRONOMIA
MISTURADO A VÁRIOS TIPOS DE CARNE, "VEGETAL DOS POBRES" CONQUISTA O PALADAR DOS MINEIROS E ATRAI CENTENAS DE PESSOAS A FESTIVAL EM SABARÁ.
O VERSATIL ORA-PRO-NOBIS.

MARLYANA TAVARES.


Ora-pro-nobis. Em bom latim,orai por nós. A expressão acabou dando nome ao vegetal também chamado "carne do pobre", por seu alto teor de proteína e a planta , há sete anos, inspira a realização de um festival que atrai centenas de turistas a Sabará, a 25 quilômetros de Belo Horizonte, na região metropolitana, mais precisamente no bairro Pompeu. Neste fim de semana, a iguaria estará sendo vendida, de varias formas, na sétima edição do evento. O prato, típico da cidade e figurinha fácil nas mesas de municípios históricos mineiros, pode ser preparado de vários jeitos. Com lingüiça costelinha, frango, carne moída, e até marreco e bacalhau. O festival acontece na quadra poliesportiva do Pompeu (r. José Vaz Pedrosa), regado, claro a muita "branquinha", outro produto da terra.

Dizem que a planta passou a se chamar assim porque existia no quintal de um padre. Enquanto ele rezava a missa e dizia o seu ora-pro-nobis, os catadores faziam a festa. Quem conta a historia é José dos Santos Pinto, de 73 anos, um dos plantadores e dono de um alambique no bairro Pompeu, onde aliás, se concentra a tradição, os cultivos da planta e restaurantes. Como o Moinho d'Água e o Alambique Armazém JP, na rua Jose Vaz Pedrosa.

Dona Maria Torres da Fonseca, de 73, mãe do proprietário do Moinho d' Água e o Alambique Armazém JP, na rua Jose Vaz Pedrosa., nem se lembra quando começou a fazer e comer o ora-pro-nobis, tão entranhado está o costume em sua família. "O mais comum é comer com arroz, feijão e angu", diz. E é outra Maria, a Maria Madalena Pinto, mãe da proprietária do Alambique Armazém JP, quem ensina os macetes de fazer o ora-pro-nobis: "Pega as folhas, corta como couve, e afoga. O segredo é ter ao lado uma água fervente. Assim que estiver afogado, jogue a água fervendo. É assim que se tira a baba. Depois, é só misturar a carne e deixar ferver mais um pouco".

José, Maria e Maria Madalena estarão nas barraquinhas do festival oferecendo seus pratos de ora-pro-nobis com temperos especiais. Mas o principal é o gostinho de tradição, que ao longo do tempo, quase foi sepultada. "A planta não depende de grandes tratos culturais e era bastante usada para proteger cercas. Ela foi marginalizada e quase esquecida", diz, sem saber direito explicar porque o costume quase se perdeu.

SALADA DE FLORES



Uma novidade que não será mostrada no festival vem de longe, em São Paulo, desenvolvida e testada pelo pesquisador Nikolaos Argyrios Mitsiotis. O pesquisador, de origem grega, tenta descobrir os segredos do ora-pro-nobis há três anos. Em meio às suas andanças e observações sobre as propriedades do ora-pro-nobis aplicadas à apicultura, acabou criando um prato novo, desta vez com as flores da planta, que ostenta o nome cientifico de Pereskia aculeata.
Segundo Mitisiotis, as saladas de flores podem ser de dois valores nutritivos. Se colhidas pela manhã, bem cedo, antes de serem visitadas pelos insetos polinizadores, a salada guardará mais proteínas. Afinal, em cada flor existe, aproximadamente, de 15 a 20 miligramas de néctar.Se as flores forem coletadas mais tarde, depois de exploradas pelos insetos, a salada será saborosa, mas de valor nutritivo menor. O pólen é quase proteína pura, e, não sendo coletado, confere um sabor, levemente adocicado, o que é agradável ao paladar. "Tempera-se com limão ou vinagre de maçã. Eu, pessoalmente, prefiro temperá-la com limão cravo e, junto, uso algumas folhas de rúcula, para dar um sabor picante", diz.
As saladas também podem ser feitas com os botões das flores, ensina o pesquisador. Neste caso, colhe-se os botões até três dias antes de se abrirem em flores, mergulha-se na água fervente, durante, no máximo 30 segundos. Dá até para fazer conservas de botões de ora-pro-nobis, garante Mitsiotis. Um detalhe: é preciso cortar os ovários espinhentos dos botões, antes de os refogar, coar temperar e servir. Estes podem ser armazenados na geladeira por dias. Bem-humorado, o pesquisador conta que ainda não batizou sua iguaria. Pensa em chamá-la salada do apicultor, antossalada, antossalada grega, ou antossalada da elite. Quem quiser dar uma opinião e até mesmo saber mais detalhes sobre esta diferente forma de usar o ora-pro-nobis, pode escrever para nikeeper@ig.com.br, .

Informações sobre o festival, data, eventos, endereço e contatos clik no endereço abaixo.
http://www.melissotroficas.com.br/

3 comentários:

maria rosa disse...

Gracias Marcia Regina, por tus artículos.
Estoy aprendiendo mucho contigo y no te lo agradeceré lo suficiente, me encanta la ensalada es mi plato favorito, le pongo de todo, plato único, lechuga, espinacas, berros, escarola, rucula, tomate, pipas de girasol de calabaza, pepino, (recuerdo que mi madre cortaba rodajas y me lo pasaba por la cara en mi infancia) sesamo tostado, queso fresco, pasas y piñones dorados en la sarten, esparragos trigueros con ajitos, y me encanta el comino. Depende del momento me pongo lo que me apetece, perejil...., pero flores nunca le he puesto.
Me daria muchisima pena comerme esas florecitas tan lindas.
La carne roja, no la pruebo hace años. Como pescado de vez en cuando, no siempre.
Estoy esperando tu proxima entrada.
Un beso muy fuerte

Leninha Meneses disse...

OI....BOM DIA!!!

SOU DE BELÉM DO PARÁ E FAÇO UM TRABALHO VOLUNTARIO COM CRIANÇAS FAZENDO A MULTIMISTURA E GOSTARIA DE COLOCAR ESTA PLANTA NA RECEITA, GOSTARIA DE TER UMA MUDA, COMO FAÇO PARA CONSEGUIR? MEU EMAIL É lena_meneses@hotmail.com

desde ja agradeço sua atenção!

Solange Belém disse...

Hmmmm... gosto muito de orapronóbis.
Viajamos para Belo Horizonte e trouxemos uma mudinha.
Cresce muito e rápido. Minha mãe prepara-a com frango e polenta. Delícia!

Abraços

Sol

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